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3 CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS E COMO OBTÊ-LAS

CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL

3 CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS E COMO OBTÊ-LAS

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Nos dias de hoje, ser uma empresa ou organização sustentável faz parte de uma estratégia essencial para um bom posicionamento de mercado. A empresa não responde mais apenas aos seus investidores, mas aos chamados stakeholders, que consistem em toda a cadeia de fornecedores, consumidores e a sociedade como um todo, representando as “partes interessadas”.

A busca pela responsabilidade socioambiental no mundo corporativo vem deixando de ser vista como “custo”, uma vez que traz a oportunidade de gerenciar riscos e oportunidades e melhorar o posicionamento da empresa em um contexto globalizado.

Neste sentido, as certificações ambientais garantem e legitimam que a organização se enquadra em ações de sustentabilidade, podendo atender demandas e necessidades específicas de empreendimentos que geram produtos ou que prestam serviços.

Como obter uma certificação ambiental?

O processo de obtenção de uma certificação ambiental pode variar, a depender da entidade pela qual se irá submeter a este processo.

De maneira geral, o empreendimento deverá seguir normas específicas, que geralmente são elaboradas por fóruns colaborativos, que envolvem especialistas do setor, autoridades acadêmicas e públicas.

Posteriormente, a empresa solicita uma auditoria através de organizações certificadoras habilitadas para fazer este trabalho e acreditadas pelas entidades que criaram a norma.

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Cinco passos básicos para a obtenção de uma certificação ambiental. Fonte: Sebrae, 2015.

Principais vantagens da certificação ambiental

Listamos abaixo as principais vantagens da certificação ambiental para empreendimentos:

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As vantagens da certificação ambiental.

Quais as principais certificações ambientais existentes?

No Brasil, atualmente, existem mais de 30 certificações verdes, que abrangem os mais diversos tipos de mercado, tais como o setor agropecuário e florestal (através de selos como FSC, IBD e ECOCERT) e até mesmo o setor imobiliário (PROCEL Edifica, e os selos já abordados pelo blog da Soluta LEED e AQUA HQE)

Trazemos para este conteúdo 3 certificações ambientais mais conhecidas e importantes que atendam a demanda da maioria dos empreendimentos, por serem principalmente relacionadas a melhoria contínua em toda a gestão do empreendimento.

ISO 14001 – SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

A ABNT NBR ISO 14001 foi criada em 2004 e é uma norma reconhecida internacionalmente. Funciona como uma ferramenta para definir os requisitos para a implantação de um sistema de gestão ambiental em um empreendimento.

A ISO, sigla em português que significa Organização Internacional para Padronização, é uma rede de institutos de padronização que envolve vários países, cria e revisa certificações. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) representa o Brasil nos comitês junto à ISO.

Como mencionado anteriormente, a ISO 14001 é focada na gestão ambiental da empresa e ajuda a identificar, gerenciar, monitorar e controlar questões ambientais de maneira holística.

A ABNT NBR ISO 14001 foi criada de modo que atenda os diversos ramos do mercado e da sociedade e se adequa a empreendimentos de qualquer porte, podendo abranger também organizações sem fins lucrativos ou governamentais.

Abrange a necessidade do processo de melhoria contínua e “exige que as empresas considerem todas as questões ambientais relativas às suas operações, como a poluição do ar, questões referentes à água e ao esgoto, a gestão de resíduos, a contaminação do solo, a mitigação e adaptação às alterações climáticas e a utilização e eficiência dos recursos” (ABNT, 2015).

Assim como as outras normas da ABNT são revisadas, a ISO 14001:2015 é a versão mais atualizada da ferramenta e inclui as mais recentes tendências, como o crescente reconhecimento por parte das empresas da necessidade de levar em consideração os elementos internos e externos que influenciam seu impacto ambiental, como por exemplo, a volatilidade do clima e o contexto competitivo em que estão inseridas. As alterações também asseguram que a norma seja compatível com outras normas de sistemas da gestão.

Conforme esclarecido pelo site da ABNT, a certificação ABNT NBR 14001:2015 não é obrigatória, no entanto, a certificação independente – nas quais um órgão independente auditora suas práticas com base nos requisitos da norma – é uma forma de demonstrar aos compradores, clientes, fornecedores e outras partes interessadas que a empresa implementou a norma de forma adequada. Além disso, para algumas empresas, isso ajuda a demonstrar a forma como cumpriram as exigências regulamentares ou contratuais.

RÓTULO ECOLÓGICO DA ABNT

O Programa de Rotulagem Ambiental da ABNT foi desenvolvido em 1995 e se trata de uma certificação ambiental de caráter voluntário, com fins de atestar a conformidade de produtos ou serviços que são avaliados com base em critérios múltiplos previamente definidos em normas.

Entendida como uma certificação ambiental de terceira parte ou Rótulo Tipo I, neste modelo é levado em consideração o ciclo de vida dos produtos, objetivando a redução de impactos negativos causados no meio ambiente em todas as etapas do ciclo de vida destes produtos: extração de recursos, fabricação, distribuição, utilização e descarte.

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O Ciclo de Vida de um produto.

O objetivo principal da Rotulagem da ABNT é o estímulo a procura e oferta de serviços e produtos ambientalmente responsáveis e fornecer a garantia ao consumidor da confiabilidade das informações.

Essa confiabilidade é garantida através do trabalho da ABNT, que é a única entidade membra plena do Global Ecolabelling Network (GEN), na América do Sul. O Global Ecolabelling Network (GEN) fundado em 1994 é uma entidade mundial sem fins lucrativos que representa as maiores instituições de Rotulagem ambiental do mundo.

A ABNT conta com um comitê técnico que tem a responsabilidade de aprovar e revisar os critérios utilizados para a concessão do Rótulo Ecológico ABNT. Este comitê é formado por representantes de todas as partes interessadas. Cabe ressaltar a participação de importantes entidades governamentais, representantes dos consumidores, comunidade científica e os setores industriais específicos.

SISTEMA B

O Sistema B é também um movimento que pretende disseminar um desenvolvimento sustentável e equitativo através da certificação de empresas no âmbito global.

As empresas que aderem a esta certificação são chamadas “Empresas B”, e medem seu impacto socioambiental e se comprometem de forma pessoal, institucional e legal a tomar decisões considerando as consequências de suas ações em longo prazo na comunidade e no meio ambiente. Devem assumir com responsabilidade de realizar mudanças usando a força do mercado para solucionar problemas sociais e ambientais.

O conceito das “B Corps” foi criado pelo B-Lab nos EUA em 2006, com a proposta de redefinir o sucesso para os negócios. No Brasil, esse conceito chegou há pouco tempo, liderado pelo Comitê pela Democratização da Informática (CDI) em parceria com o Sistema B, fundação representante do movimento na América Latina.

Para receber a certificação, as empresas devem cumprir altos padrões de performance e são avaliadas através de um processo que analisa cinco principais áreas: Governança, Trabalhadores, Clientes, Comunidade e Meio ambiente.

As etapas para a obtenção da certificação Sistema B, seguem abaixo:

Requisitos para se tornar uma Empresa B. Fonte: Site Sistema B.

Maiores detalhes sobre os passos para uma empresa se tornar uma Empresa B podem ser conferidos no site do Sistema B.

Continue curioso! Veja algumas das referências utilizadas neste texto, bem como links para consulta de maiores informações:

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10 CUIDADOS AMBIENTAIS AO PLANEJAR UM NEGÓCIO

GESTÃO AMBIENTAL DE EMPRESAS

10 CUIDADOS AMBIENTAIS AO PLANEJAR UM NEGÓCIO

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O acesso a um meio ambiente equilibrado é um direito de todos, que está assegurado pelo Art. 225 da Constituição Federal. É dever do poder público e da coletividade defender e preservar um ambiente saudável, de uso comum do povo, contribuindo dessa forma para a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Dito isto, ressalta-se a importância da preservação do ambiente, tanto no âmbito pessoal como no coorporativo. A cada dia, as empresas são mais cobradas pela sociedade e por seus clientes a buscar a responsabilidade ambiental e a sustentabilidade de seu negócio.

Além disso, agir e pensar de forma sustentável, preocupando-se com os impactos ambientais do seu empreendimento pode surtir efeitos positivos em termos de se alcançar sucesso e competitividade em um mercado cada vez mais exigente quando se trata da preservação do meio ambiente.

Por isso, separamos no post de hoje 10 dicas que podem ser muito úteis ao pensar e planejar um novo empreendimento:

1. Conhecer e cumprir com os requisitos legais ambientais aplicáveis

Estar em acordo com as exigências legais é, sem dúvidas, o primeiro cuidado ambiental que qualquer empreendedor deve tomar. Antes mesmo de serem iniciadas as operações, o empreendedor deve buscar se regularizar através da obtenção das licenças e demais regularizações necessárias.

Existem diversas regularizações que podem ser necessárias a um empreendimento, a primeira delas é o licenciamento ambiental, nele o órgão ambiental irá avaliar a viabilidade da localização e operação das atividades pretendidas.

Outros requisitos legais ambientais também são importantes e podem ser necessárias para seu empreendimento, como a inscrição da atividade no Cadastro Técnico Federal do IBAMA, ou ainda licenças específicas, como da ANVISA e obtenção de Outorgas do Uso de Água.

Para saber quais as regularizações são necessárias para seu empreendimento, é sempre importante contratar um profissional ou uma consultoria especializada.

2. Fazer escolhas conscientes

Além de estar dentro da lei, outras questões possuem igual importância no que se refere à sustentabilidade de um empreendimento, tais como a localização, os móveis e equipamentos que serão adquiridos.

Opte, sempre que possível, por estar o mais próximo de seus clientes, isso facilita o deslocamento.

Adquirir moveis e equipamentos de fontes ambientalmente responsáveis é outra maneira de corroborar para a sustentabilidade de seu negócio. Para saber se seus fornecedores estão comprometidos com as causas ambientais pergunte se estão em dia com suas obrigatoriedades legais, se possuem selos ou certificações, busque sempre conhecer seus fornecedores e quais são seus princípios e valores.

Faça escolhas conscientes e valorize o uso de materiais reciclados ou produtos certificados.

3. Realizar a gestão de emissão de gases de efeito estufa

Fazer a gestão de gases de efeito estufa (GEE) muitas vezes vai além de saber o quanto você emite e neutralizar as emissões desses gases com ações de compensação. É também, conhecer o negócio e entender onde melhorar seus processos para diminuir suas emissões.

Algumas ações como substituição de fontes de energias não-renováveis por renováveis ou da otimização de processos e manipulação de produtos que geram muitas emissões, podem ser muito efetivas e em alguns casos gerar trazer até mesmo retornos financeiros. Além, é claro, de contribuir diretamente para a mitigação do efeito desses gases sobre as mudanças climáticas.

O inventário de emissão de gases de efeito estufa é a principal ferramenta de diagnóstico de uma empresa, possibilitando entender as fontes de emissão para posteriormente colocar em prática os planos de ação aplicáveis.

4. Implementar hábitos paperless

Diminuir a quantidade de impressões pode ir muito além da economia de recursos, como papel, tinta e energia, gera maior praticidade e agilidade nos processos também.

Atualmente existem inúmeras tecnologias que podem facilitar os procedimentos do seu negócio, tais como armazenamentos em nuvens e assinaturas eletrônicas, que permitem que muitos documentos que antes precisariam ser impressos agora possam ser acessados apenas de forma digital.

Por isso, só imprima aquilo que for realmente necessário!

5. Reaproveitar, reutilizar, reduzir e reciclar

Além de diminuir o consumo de recursos, reaproveitar, reutilizar e reduzir insumos e recursos deve ser uma prática constante na rotina de um empreendimento que busca a responsabilidade ambiental.

Ademais, os geradores de resíduos sólidos devem elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) elaborada através da Lei 12.305/2010.

O PGRS é um documento técnico que identifica a quantidade de geração de cada tipo de resíduo e indica as formas corretas para manejo, acondicionamento, transporte, tratamento, reciclagem, destinação e disposição final desses resíduos.

Outro instrumento trazido pela PNRS é a logística reversa, aplicado para o desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu clico ou em outros ciclos produtivos, ou para a destinação adequada.

6. Buscar matérias-primas de fornecedores responsáveis

A produção de bens envolve a exploração de recursos naturais, por isso, conhecer seus fornecedores e saber de onde os recursos e matérias-primas utilizadas em seu negócio vem é uma essencial para entender o impacto que seu empreendimento causa.

Uma forma muito eficiente de saber sobre a responsabilidade ambiental de seus fornecedores é saber sobre a adesão e obtenção de certificações. A certificação FSC, por exemplo, é bastante conhecida, a sigla do inglês Foresty Stewardshio Council significa Conselho de Manejo Florestal e busca contribuir para identificar empresas que fazem uso adequado dos recursos naturais.

Optar por fornecedores responsáveis social e ambientalmente é uma forma muito efetiva de contribuir para um ambiente mais equilibrado e justo.

7. Incentivar colaboradores a optarem por transporte mais sustentável

“O exemplo deve vir de cima”. Essa frase pode parecer um chavão, mas nesse contexto é muito bem aplicada. Quando a alta gerência opta por hábitos mais sustentáveis, isso incentiva a todos os colaboradores repensarem suas atitudes.

Preferir os transportes coletivos ou dividir o transporte com colegas que moram próximo, pode ser uma ótima opção para gerar menos impacto, além de economia.

8. Reportar informações de forma transparente

Uma empresa que busca trabalhar de forma sustentável deve estar sempre atenta ao impacto social causado por suas atividades, por isso é primordial que exista transparência na relação com todos os stakeholders.

Ao reportar os dados e resultados de forma transparente a empresa transmite maior confiança e com isso maiores são as chances de conquistar clientes fidelizados.

Uma ferramenta cada vez mais utilizada pelas empresas para reportar informações referente às atividades de forma transparente são os Relatórios de Sustentabilidade, utilizada para apresentar seus indicadores sociais, econômicos e ambientais com transparência. A principal metodologia criada para esse reporte é o GRI (Confira nosso post “Relatórios de Sustentabilidade e a Norma GRI).

 

9. Treinar lideranças e colaboradores

Os colaboradores são a imagem de um empreendimento, são eles quem representam o negócio diante do público. Por isso, é muito importante que todos estejam alinhados com os valores e princípios da empresa e que as lideranças saibam repassar isso para suas equipes.

Os gestores precisam estar convencidos sobre a efetividade e os retornos trazidos pelas ações sustentáveis realizadas pela instituição de que fazem parte.

10. Optar por parceiros com os mesmos princípios

Se os colaboradores refletem aquilo que seu negócio é, com os parceiros não é diferente. Por isso, na hora de escolher seus parceiros, tenha sempre em mente que eles devem estar alinhados com os valores e princípios de sua empresa.

Com essas dicas, sua empresa conseguirá ter uma imagem muito mais positiva diante de seus clientes e do mercado! Assim, irá agregar muito mais valor aos seus produtos e uma maior competitividade!

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